| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Passeri |
| Parvordem: | Passerida |
| Família: | Thraupidae |
| Cabanis, 1847 | |
| Subfamília: | Thraupinae |
| Cabanis, 1847 | |
| Espécie: | T. cyanoptera |
O sanhaço-de-encontro-azul é uma ave passeriforme da família Thraupidae. Seu primeiro nome também é grafado como “sanhaçu”, com a letra “u” ao final.
Está classifcado como Quase ameaçado (NT) por ter uma moderada-pequena população que está em declínio devido à contínua destruição e degradação de seu habitat.
As ameaças históricas para a espécie são: conversão agrícola, desmatamento para mineração e plantação. As ameaças atuais para a espécie são: são a urbanização, industrialização, expansão agrícola, colonização, e a construção de estradas e ferrovias.
Seu nome científico significa: do (tupi) Thraupis = pequena ave; e carã = em volta; e do (grego) kuanos = azul escuro; e -pteros, pteron = com a asa, asa. ⇒ Dançarino com a asa azul escura.
Mede 18 cm de comprimento e pesa 43 g (macho). Possui corpo cheio e compacto, bico grosso, forte, ponta fina, pernas curtas e fortes com dedos portando unhas aguçadas, asas e cauda longa. A coloração geral da plumagem é azul-ardósia dorsalmente e azul-acinzentada na parte inferior, sendo mais clara na garganta. No encontro das asas, a coloração azul é mais forte. A coloração da fêmea é um pouco mais clara.
Não possui subespécies.
Em sua área de ocorrência (Mata Atlântica - Floresta Ombrófila Densa) pode ser confundido com o sanhaco-cinzento (Thraupis sayaca), porém existem algumas diferenças físicas e comportamental que os diferencia como o maior porte, bico robusto, coloração azulada (principalmente nas asas) e vocalização distinta em T. cyanoptera, e porte esguio, bico mais fino, coloração cinzenta com asas esverdeadas em T. sayaca. Há uma discreta faixa escura entre os olhos de T. cyanoptera que é ausente em T. sayaca.
O habitat das duas espécies é muito distinto: T. cyanoptera prefere ambientes florestais (com altitude elevada) e T. sayaca prefere ambientes mais abertos e antropizazados, embora ambas as espécies possam ocorrer juntas em determinados locais.
| Thraupis cyanoptera | Thraupis sayaca |
|---|---|
Frutas, folhas de chuchu, folhas de pitombeira, sementes, insetos, larvas, vermes e aranhas de pequeno porte.
Primavera-verão. Ninho é construído pelo casal numa forquilha a uma altura que varia de 2 a 15 m ou mais, tendo o formato de uma tigela, formado por fibras vegetais, crinas de animais, musgos e liquens. A postura é de 2 ou 3 ovos de cor branco-esverdeada, com manchas marrons, castanhas e negras, medindo 25 x 17 mm em seus eixos e pesando 3,3 g cada um. A incubação é realizada pela fêmea durante 12 a 14 dias e os filhotes nidícolas recebem alimentação dos pais durante 20 dias, quando deixam o ninho e continuam a receber os cuidados do casal por mais alguns dias, seguindo depois como membros do mesmo bando.
Espécie florestal, típica da Mata Atlântica mais próxima ao litoral. Ocorre principalmente em locais com vegetação em bom estado de conservação em regiões de altitude elevada, mas pode descer ao nível do mar durante o inverno.
Diferencia-se do sanhaço-cinzento principalmente pelo porte maior, bico robusto, vocalização e coloração mais azulada (especialmente nas asas).
Costuma agregar-se com outros Thraupidaes nas copas das árvores e visitar comedouros com bananas.